Sal da Terra | Salinas de Rio Maior

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Sal da terra


Marinhas do sal de Rio Maior

  • Longe do mar um filão de água atravessa massas subterrâneas de sal-gema sedimentadas por séculos de afastamento do oceano de Rio Maior.

    Marinheiros do sal num vai e vem ancestral de baldes, balanços de picotas e, hoje, de sulcos de água bombeada a motor enchem irregulares talhos de cimento com água sete vezes mais salgada que a do mar, que o sol e o vento, no verão de todos os anos, se encarregam de transformar em flor, cristais e, mais tarde, queijos de sal.

    Semana a semana, pás de marinheiros arquitectam, em eiras, pirâmides de branco batido e incandescente sal grosso.
    Nos casarões de madeira da Cooperativa, guardiões de toneladas de sal, hábeis mãos de mulheres as(sal)ariadas, em movimentos rápidos e ritmados separam impurezas enchem sacas e sacos separados por kilos certos rumo às padarias alemãs, à salga do bacalhau, à higiene pessoal, ao consumo doméstico ou à extracção do calcário da água, no mercado nacional.

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